Como melhorar o rendimento escolar do seu filho: Parte IV - Da teoria à prática

abril 09, 2014 Anabela (Aproveitar a Vida) 0 Comentários

Cá vai a então a quarta parte da nova rubrica que falei aqui.
Começo por dizer que não tenho nenhuma formação em psicologia infantil ou área semelhante (a minha área é gestão), por isso as dicas e textos que vão ler sobre este tema são fruto da experiência de catorze anos a dar explicações e da aplicação prática (com respectivos resultados) daquilo que vou lendo em livros. Também não sou nenhuma mãe perfeita mas tento praticar a maioria das coisas que aqui falo. Não sei o que o futuro me reserva mas espero poder fazer uma grande diferença na vida do meu filho (pela positiva, claro!).

Da teoria à prática

A ideia por trás do título desta parte é apenas falar-vos um pouco daquilo que vejo no dia-a-dia do miúdos que recebo aqui. Já disse algumas vezes que o problema da maioria deles é falta de motivação. Mas a culpa não é deles. Para mim a culpa é de quem os quer sobrecarregar com matérias que depois não utilizam na vida real. Os programas são extensos, pouco práticos e demasiado teóricos. Os horários excessivos. Falta tempo para brincar, brincar muito! 

Ainda me lembro de ter uma disciplina de trabalhos manuais em que aprendi muitas técnicas, desde trabalhar o barro, a madeira, o metal, as lãs e de desenhar, imenso, com técnica sim mas também com gosto. Lembro-me de que a disciplina de Educação Física era para mexer o corpo, ora para aprender um jogo ou para correr ou fazer ginástica. O objectivo era aliviar a cabeça das disciplinas mais teóricas. Hoje recebo miúdos que têm negativa a Educação Física(!) e que, na maioria, detestam Educação Visual e Tecnológica.

Aprendem (quando aprendem!) porque tem que ser e não porque estão curiosos em perceber porque é que algo acontece. Não há ali nada específico que lhes aguce a curiosidade e também a motivação.

Falta muita coisa neste método de ensino e sinto que estamos a caminhar, cada vez mais, na direcção errada. Pensa-se em quantidade em vez de qualidade. Os programas são cada vez mais extensos e os miúdos aprendem cada vez menos.

Mas é o método que temos e enquanto não o podemos mudar, há que tentar ajudar da melhor maneira possível. Por isso, este é um conselho que dou com frequência. Tentar mostrar no dia-a-dia, de forma lúdica, aquilo que se vai aprendendo na escola. Estes são apenas alguns exemplos.

- aprender sobre o revestimento, locomoção, reprodução, etc... dos seres vivos: ir ao Jardim Zoológico.

- aprender medidas de comprimento: medir objectos em casa e perceber qual a melhor medida a usar.

- aprender sobre os planetas: ir ao Planetário.

- aprender medidas de peso e volumes: fazer um bolo e dobrar a receita para se congelar.

- operações de subtrair: contar o dinheiro no mealheiro e perceber quanto falta para conseguir comprar algo que se queira.

- Reacções ácido-base: perceber o que é a azia e o que acontece quando tomamos um medicamento para a diminuir. Ficar a saber o que se deve fazer numa picada de abelha e porquê. Saber dos vários produtos que se tem em casa, quais os que são base e quais os ácidos.

- Aprender sobre energias renováveis: visitar uma barragem hidroeléctrica.

E podia continuar sobre os mais diversos assuntos. E isto tudo para dizer que visualizar a realidade ajuda muito a perceber o porquê de tanta informação que lhes é despejada diariamente. Alivia o trabalho de terem que decorar alguma coisa apenas e só porque conseguiram perceber como é que ela acontece na realidade. Tão simples como isto.

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