9 de setembro de 2013

Conversas cá de casa #1

Ora pois que adoro ler as conversas maravilhosas, partilhadas por mães por esse mundo fora, da criançada que começa a falar a sério. Farto-me de rir, na maioria das vezes. O miúdos dizem com cada uma que uma pessoa fica completamente sem palavras. Por aqui, começamos a ter um grande tagarela e só lhe pedimos para se calar um bocadinho e esperar quando nos interrompe uma conversa (que tem sido muito habitual). E isto porque ele é insistente e não descansa enquanto não lhe damos atenção. Há que saber esperar e ter paciência. De resto adoro ouvir aquela voz linda que me derrete toda. Até lhe peço para repetir certas palavras que ainda não são ditas corretamente porque quero guardar, bem guardadinho, na minha memória, aqueles sons tão deliciosos.

Aqui vão algumas conversas.


Eu: Filho, ajuda a mãe e traz aí essas meias (eram dois pares dobrados),
Ele: a meia?
Eu: Sim, traz as duas, se faz favor.
Ele: Mas mãe, não consigo (tendo um par numa mão e faltando o outro).
Eu: Filho, mas tens a outra mão vaga. Pega com a outra mão.
Ele: com a mão "vaca"?
...
Risota total porque não é só o que ele diz mas é a forma como diz. E esta foi para eu aprender a deixar de ser espertalhona e a substituir as palavras caras por outras mais simples.


Pai deita-se no sofá e o Tiago começa a saltar em cima dele.

Eu: Tiago, não te ponhas aos saltos que te magoas a ti e ao papá.
Tiago: Mas mãe, eu "tou" a fazer exercício!

E com isto uma pessoa fica desarmada.

À hora do lanche:

Eu: Tiago, queres sumo de pêssego ou manga?
Tiago: De morango. Eu sou do contra.
Vá-se lá saber de quem é que ele ouviu esta expressão!...
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