Das canções e histórias infantis tradicionais

By Anabela (Aproveitar a Vida) - agosto 29, 2013

Tenho algumas coisas de parte para entregar na Santa Casa da Misericórdia. Entre elas estão alguns livros/puzzles com histórias tradicionais como "A Branca de Neve e os sete anões". O Tiago viu e quis folhear o livro. Pediu-me para lhe contar a história. Fiz a vontade. Parei a meio porque as histórias são de uma violência tal (madrasta que quer matar a enteada mais a bruxa que quer envenenar...) que me pus a pensar como é que é possível serem infantis e mais, serem contadas há tantos anos!!!

Por isso é que vos pedi ajuda e aconselhamento (adorei tudo o que me sugeriram, difícil vai ser escolher) para outras opções de leitura.

E quem diz histórias, diz canções. Basta tomarem atenção ao título de uma, "Atirei o pau ao gato". Gosto muito mais da versão brasileira. Aliás, as canções infantis brasileiras são muito mais suaves e divertidas, pelo menos foi a impressão com que fiquei quando vi a "Galinha Pintadinha", pelo primeira vez. A versão da canção referida acima é esta. Muito melhor, sem dúvida.


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2 comentarios

  1. Tenho a dizer-te enquanto psicóloga que a "violência" das histórias é importante. É essencial para o desenvolvimento das crianças, assim como o "não" e assim como sentirem a frustração e outras coisas. Protegê-los demasiado irá proporcionar o não estarem preparados para o futuro, não saberem lidar com as situações e as contrariedades da vida.
    As crianças não interpretam as histórias como elas são ditas/cantadas. Não é por cantar "atirei o pau ao gato" que o seu filho vai achar que isso é correcto, se perante ele tratar sempre bem os animais é isso que ele vai absorver. São os exemplos, das pessoas importantes para a criança que moldam verdadeiramente os seus comportamentos.

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    1. Antes de mais, obrigada pelo seu comentário.

      Compreendo perfeitamente o que quer dizer e tenho noção disso. Aliás, uma das coisas que ando a tentar trabalhar com o meu filho é a sua capacidade de lidar com a frustração nas mais diversas situações do dia-a-dia. Noto uma melhoria muito grande. Ele ficava irritado à mínima coisa.

      Não o tenho dentro de uma redoma de vidro. Por exemplo, quando vamos a parques infantis ele tem contacto com muitas crianças e também com diversas situações, boas e más, em que nós, pais só intervimos se achamos que é mesmo necessário. Normalmente é ele que responde ou que se orienta por si próprio. Isto faz-lhe mesmo muita falta, considerando que ainda está em casa connosco.

      Quanto à violência, apesar de ela ser necessária, se calhar há muita discordância na forma como ela tem de ser apresentada às crianças. Hoje em dia já são tão bombardeadas com esse tipo de situações (TV, por exemplo) que, se calhar, seria melhor repensar a forma e a quantidade de violência a que as expomos. Também não gosto muito das histórias tradicionais porque são demasiado cor-de-rosa e a vida real não é assim. Não é à toa que a moral das histórias de hoje em dia é muito mais realista e mais de acordo com as vivências infantis.

      Cumprimentos

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